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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

...para aqueles que foram e para os que ficam...

Quando alguém morre mais cedo que o suposto (90 e tal anos a dormir), toda a gente aclama: "Coitadinho, foi tão cedo, não merecia. Isto foi um abre olhos para que eu aproveite melhor a vida!".
Olha que merda! Para estas pessoas que continuam a viver era preciso alguém morrer cedo todos os anos para que aproveitassem melhor a vida?!
Este "abre olhos" devia acontecer internamente, quando reparamos que estamos tristes há demasiado tempo, que trabalhamos em algo que não gostamos há demasiado tempo, que vivemos naquela casa que não gostamos e nada fazemos para mudar há demasiado tempo.
Mas estamos todos tão entretidos com os pokemons da vida, com joguinhos online, conversas de messenger e cagadas de programas de TV, que não temos a capacidade de sermos felizes com o próximo, que às vezes é nosso vizinho?!
Melhor ainda é estar à espera que os outros morram para recebermos a herança. Olha que maravilha!
Aqueles que passaram a vida a trabalhar, que somos quase todos e que merecem o melhor tratamento e recuperação possível, merecem ter outros a quererem que vamos para o lado dos espíritos mais cedo só porque têm o IMI para pagar ou a creche que não pára de aumentar?!
Felizmente, ainda existem aqueles que fazem tudo pelo outro sem estar à espera de recompensa.
Pelos que foram, pelos que ficam, sejamos um pouco melhores, um pouco menos egocêntricos e vivamos com consciência que a morte é certa e que enquanto tivermos saúde temos que aproveitar todos os momentos para sermos felizes e fazermos os outros felizes.

PS: para os demais que me questionaram incessantemente porque tinha parado de escrever, só vos digo que por vezes as críticas destrutivas destroem mesmo.... durante algum tempo.

Ass.: Dora Sintra

sábado, 21 de maio de 2016

Como é que te chamas? FALIDA

Numa das tardes desta semana que passou, fui ver a montra da loja como sempre faço. 
Gosto de olhar para as grandes janelas onde se expõem os produtos das formas mais atractivas para cativar os clientes a entrar na loja. Também aproveito para apanhar ar/ pó da rua, invés do AC sempre ligado.
Enquanto mirava o que já conheço e dispus da forma que melhor sei, um rapazito com uns 25 anos, sem dentes, mas com a cara muito simpática aproximou-se. Como era alto e encorpado os meus "amigos" de rua debitaram logo um: "madrinha está tudo bem?", ao qual eu respondi que por enquanto sim.
O rapazito, novo naquelas bandas perguntou-me: "como te chamas madrinha?". Eu respondi sinceramente: "Falida, o meu nome é Falida".
Ele como não tinha dentes, perguntou-me novamente: "Não entendi madrinha, tu chamas-te Flida? Flipa, Felida?".
Eu expliquei-lhe o porquê do meu nome sui generis. Quando cheguei a Luanda a primeira vez e me davam pocket money em dólares, trocava-se na rua 1 dólar por 100 Akz. Na altura ainda tinha direito a ajudas de fim-de-semana. 
Actualmente, o "pilim" vem em Akz e com o câmbio actual de rua são necessários 500 Akz para comprar 1 dólar. Foi o que ouvi dizer porque é proibido comprar divisas na rua...
Ora, o Kwanza está tão desvalorizado que a actual mesada para comer e supostamente viver, não chega nem a meio do mês. Pois... por isso lhe disse que o meu nome é Falida.
Quando há 4 anos vivia bem e normalmente, sem grandes abusos, mas bem, actualmente não tenho dinheiro suficiente para chegar ao final do mês.
No meu país sempre tive as minhas contas muito bem geridas e sempre vivi e sobrevivi muito bem. Mas, actualmente, até no meu país tenho que ter cuidado com as despesas e conter-me para não gastar em coisas supérfluas e viagens que tanto gosto.
Pois, a par do Kwanza estar bastante desvalorizado, os bancos também não têm divisas para que sejam possíveis as transferências de ordenado acontecerem. 
Resumindo, não tenho Kwanzas cá e não tenho Euros lá. Lá, onde eu quero gastar quando for de férias. Lá, onde eu quero ficar sempre que lá ponho os pés. Lá, onde já fui feliz e tive que sair por não haver euros e trabalho para mim. Enfim...
Pelo menos o que esta terra me ensinou foi a esperar, esperar muito que as coisas acontecessem. Espero tanto que qualquer dia desespero. 
Ora, como não tenho Akz cá, como é que vivo? Exacto! Vou trocando com colegas Akz por euros em Portugal. Sim, estou a gastar do meu ordenado que não recebo há quase 4 meses, ou melhor, estou a gastar das minhas poupanças.
A vida num país em crise não é fácil, mas acreditem que viver num país estrangeiro em crise ainda é pior. Vou contando os dias, os meses até me fartar de vez...
Um dia será o dia e nesse dia eu brindarei de felicidade.


Ass.: Dora Sintra.


domingo, 15 de maio de 2016

Adopção... um dia.

"Mamã, hoje vais trazer comida ou vais dar 100 akz?" - estas são as palavras que ouvia todos os dias quando passava pelo humilde Adilson a caminho do almoço.
O Adilson tem 8 anos, com corpo de 5. É um menino muito giro, perfeitinho, pequenino, com voz de bebé e angolano. Um dos dias que passei para almoçar, ele não estava no sítio do costume a engraxar e limpar o pó dos sapatos dos transeuntes... estranhei, fiquei preocupada e perguntei a um colega de profissão dele, o "Paizinho", o que lhe tinha acontecido. O Paizinho lá disse que na noite anterior devia ter apanhado tanto do próprio pai que provavelmente não iria aparecer no "trabalho" tão cedo, ou simplesmente estaria doente.
Fiquei a pensar no pequeno Adilson, que nomeei como o meu Pedrinho antes de saber o nome dele, esperei que ele estivesse a ser tratado pela mãe que também não queria saber dele, ou algum irmão que tivesse pena dele e não o deixasse desamparado.



Nunca mais o vi, o meu Pedrinho, aquele menino que se pudesse levava-o para casa, dava-lhe um banho, proporcionava-lhe um óptimo repasto e vestia-o com roupa confortável e limpa... para sempre.
Como o Pedrinho, existem muitos meninos que têm pais, têm casa (algumas de lata), têm profissão como engraxadores, raramente vão à escola e comem quando têm a sorte de ter dinheiro para tal.
Aquele menino que eu chamava todos os dias de filho desapareceu. Fiquei triste. Deu-me a leve ilusão de cuidar de uma criança, quando tantas outras precisam também.
De qualquer maneira, tenho consciência que não posso nem consigo sequer ajudar todos os meninos do Mundo, tal como queria.
Quando conheci pela primeira vez o Pedrinho tive vontade de o adoptar, outra questão estranhamente difícil. Devido a esse facto, perguntei ao Paizinho se ele tinha família e se ía à escola, qual a vida dele. Daí é que me apercebi, não sei se é verdade ou não, que o Pedrinho era mais uma criança sozinha, com pais ausentes e quando apareciam era para o agredir, aquele menino tão querido, tão fofinho.
Infelizmente, para adoptar uma criança, seja no próprio país ou noutro, é sempre muito difícil, ou quase impossível pelo tempo de espera. Num país que não é o meu, teria de pedir autorizações a mil mundos e.. aos pais... 
Sendo emigrante, num país em crise, os planos para ficar nesse país são inconstantes, ficamos mais um ano? ou ficamos mais uns meses, ou teremos de fazer as malas repentinamente e voltar para o país de origem.
Perante esta realidade, por muita vontade que tenha de adoptar o Pedrinho, qual o tipo de vida lhe posso proporcionar? Uma vida a viajar por países que ainda não estão em crise? Qual a educação que lhe posso dar? Qual o conforto que lhe posso oferecer? Após responder a estas lixadas questões, a resposta é sempre uma, não tenho condições para adoptar uma criança.

Sei que por enquanto não vou poder adoptar, mas sei que um dia, um dia, eu voltarei e levarei um Pedrinho comigo que precise de mim e queira ser cuidado por mim. Não importa somente nós querermos cuidar da criança, o inverso também tem de acontecer.
Ou simplesmente, adoptarei no meu país, onde os processos de espera estarão mais leves e fáceis, espero eu.

Ass.: Dora Sintra.




sábado, 19 de dezembro de 2015

"Está quase", já diz a minha mãe há semanas!

A ansiedade já se instalou há dias...
Um emaranhado de papéis em cima da secretária para deixar tudo organizado para o ano que vem. Reuniões desmarcadas à última hora para serem utopicamente remarcadas para a semana que vem, "não posso sr. porque já vou estar de férias, agora só para o ano que vem. Feliz Natal, sim?!", são as repostas a fornecedores e clientes.
Entre papelada, discos externos e arrumações de portáteis e acessórios, lá se vem para casa esperar o dia tão ansiado, o da viagem para "casa".
Espera-se e acumulam-se planos para estar com os amigos, família espalhada pelo país de Norte a Sul, fazer compras e tentar descansar ao máximo. 
Aquele filme que já nos falaram ser giro e está no cinema há semanas, tem de estar ainda em cena, por favorrrr. Aquela promoção que vi na net de roupa mais fresca tem de estar na loja ainda por favorrrr, tudo tem de estar como estava.. Mas não está.
Desde que saí do meu querido Portugal, já o governo mudou, a minha família mudou, os meus amigos têm novidades acumuladas para debitar em catadupa num encontro que iremos de ter..enfim, tudo muda, tudo mudou.
Enquanto espero vejo as últimas notícias onde já se anuncia a todo o minuto as chegadas de emigrantes a "casa". Os choros, os abraços e as alegrias que vou ter e ver quando for a minha vez! "Está quase", diz a minha mami há semanas. Pois está mami, está quase. O papi não diz nada, só sente :-)
A espera é feita de petiscos em casa, filmes repetidos na televisão e música alta na rua. Sim, a música na rua já prolifera em todos os cantos e entra pela casa de todos sem pedirmos. A festa já começou e só vai acabar no início do ano. Mesmo que não se goste, temos de a ouvir, porque cá ouve-se a música bem alta. Gostava que ao menos me perguntassem se queria ouvir música e que tipo de música gostava de ouvir. Era tão bom que um dia isso acontecesse. Iria responder: "Manos, gosto de ópera, de fado, de algum rock e pop, mas CERTAMENTE não gosto de barulho e música destorcida pelas vossas colunas. Mas.. enfim.. 
Mas, quem sou eu para criticar seja o que for? Quando estou a escrever ouço sempre alguém ao meu lado, "estás a escrever amor? Muito medo". Hehehe! Eu até ando calma e com tento na língua. Ai se eu pudesse escrever o que me vai cá dentro! Um dia escrevo...um dia.
Enquanto escrevo vou acalmando a ânsia.. mas se estou a escrever sobre o assunto que me provoca ansiedade como é que eu vou acalmar? Ahaha!
Vou falando com os amigos que ainda cá estão e esperamos juntos e separados pelo dia tão ansiado, o dia da viagem. 
Está quase mami e papi e irmão, sobrinhos, amigos.....

Ass.: Dora Sintra.


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Ao 3º dia a televisão ressuscitou!

"Estás sempre a reclamar, a reclamar", já diz o meu chefe. Pois é chefe, mas só a reclamar é que consigo o que quero :-)
Quando falta a água, reclamo porque não posso tomar banho, não posso cozinhar como gosto, não se lava a roupa, etc. e tal.
Mas, grave é quando falta a luz. Aí nem luz, nem água, nem bimby, nem nada. Se tivermos sorte o gerador arranca... se houver gasóleo no bicho.
Estas situações são dadas quase como normais em Angola. Se não houver água, tomamos banho de caneco e a roupa espera. Compra-se um frango nos Frescos e come-se com batata frita de pacote..
Quando falta a luz, sempre temos as powerbanks da vida para ir carregando os "ais" da casa, o iPad, o iPhone... e vamos-nos entretendo com joguinhos ou blogs.
Agora, quando falha o serviço de TELEVISÃO, aí está tudo estragado. 
Aquela coisa que está sempre a fazer barulho e companhia, que está sempre a debitar notícias trágicas na CMqualquercoisa, ou politiquices e meteorologia nas notícias nacionais portuguesas, ou a repetir indefinidamente as séries e filmes... é um descalabro quando isto tudo falha.
Porque é que me lembrei de mudar o pacote de canais para um mais barato?! Porquê? Bom, porque tenho de poupar, porque tem mais canais interessantes, porque a internet que vem agarrada até é melhor.... ok!
Mas, mudar o pacote de canais é um grande problema. Apesar de pagar tudo muito antecipadamente, acontece sempre alguma coisa estranha e entretanto o pacote antigo expirou há 3 noites atrás. Os três técnicos que ontem vieram instalar as boxs e afins, avisaram que após 2 horas os serviços estariam todos a funcionar. MAS, demoraram só mais 24h...
Claro que entre reuniões de trabalho e chamadas para o serviço de apoio ao cliente comecei a ficar demasiado chateada e reclamei, reclamei, reclamei....e a televisão ressuscitou!
Por isso, concluo que vou continuar a reclamar até conseguir. Vou continuar a ser chata e quem não quiser ouvir que tape os ouvidos ou desampare a loja, porque sinceramente, já não tenho idade nem pachorra para ficar calada com NADA. Beijinhos :-)

Ass.: Dora Sintra.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O retorno a "casa". Vida de expatriado.

Hoje não é mesmo um dia feliz. 
Mais um colega a regressar a "casa", ou melhor ao país de origem. Desta vez foi Uma colega. 
Já lá foi o tempo, quando a minha geração foi educada por pais casados (a maioria), a fazer a escolaridade toda até finalizar a faculdade. Depois disso era certo que nos casávamos com algum colega ou amigo, comprávamos casa, comprávamos carro, tínhamos um emprego certo, tínhamos filhos e depois éramos felizes com as viagens anuais nas férias de Agosto. Apetece-me dizer uma asneira para mostrar o que eu acho disto! (os meus pais fizeram o melhor que podiam).
Mas, quem sou eu para criticar seja o que for... não casei, não tenho filhos, já passei dos 30 e faço umas quantas viagens por ano. Mas ainda tenho opinião! 
Mas voltando à questão principal e esquecendo um bocado a revolta que hoje sinto...
Uns emigram por necessidade financeira, outros por necessidade de aprendizagem, outros simplesmente porque lhes apetece. Felizmente, eu emigrei porque me apeteceu e quis aprender com um Mundo ainda desconhecido para mim.
Já conheci muitas nacionalidades, alguns países e quero continuar, mas cada vez mais quando volto ao meu querido Portugal, me sinto menos em "casa".
Tantas pessoas já me criticaram por sequer pensar assim. Mas, quanto mais conheço o Mundo, mais tenho vontade de viajar. 
Adoro chegar ao meu país e ter o meu canto, decorado com o Mundo, sentir o abraço da minha família, dos meus sobrinhos, dos meus amigos... comer e beber, passear, usufruir do que mais gosto. Mas, ao fim de algum tempo já estou em pulgas para ir para outro país conhecer outros costumes, outras arquitecturas, outras gentes, outros cheiros, outras paisagens... 
Já vi tantos colegas a voltarem à origem e por lá ficarem... porque o objectivo deles era mesmo esse, ganhar dinheiro noutro país e gasta-lo em "casa". O meu objectivo é mesmo gastar em viagens e no Mundo!
Se algum dia tiver um filho vou educá-lo para ser nómade :-) Vai fazer todos os erasmus possíveis, começar a viajar em tenra idade e absorver o que o Mundo tem de lindo. Como não sei se vou ter filhos, já comecei a incutir o espírito nos meus sobrinhos :-)
Mas a minha revolta de hoje não sei se é de me sentir cada vez mais sozinha noutro país, ou se é de não ter coragem para ir embora também. Vou esperar até que a minha cabeça e coração me digam.
A todos os colegas que já foram embora e os que estão quase a ir, o meu até já, porque a caminho de algum lugar nos vamos encontrar, nem que seja em "casa"...



Ass.: Dora Sintra.




quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Trânsito em Luanda... caótico e digno de uma bailarina profissional!

Esqueçam as filas no eixo norte-sul, os artistas da 2ª circular, ou os apitos do IC19. Isso é tudo para meninos hehe!
Quem quer "aprender" a conduzir, à moda do salve-se quem puder, tem de vir a Luanda. 
As estradas em que deveriam passar um carro de cada lado, rapidamente se transformam em pistas de rally, como se fossemos todos o Ayrton..
O problema é que nem de perto somos o Ayrton, somos apenas condutores que se deveriam respeitar. 
O trânsito em Luanda é quase sempre caótico, só aos fins-de-semana em alguns sítios, em Agosto e na época do Natal é que a cidade abranda. Eu sei porque já estive cá nessas alturas todas, mais que uma vez..
Todos queremos chegar a casa rapidamente, ou chegar ao trabalho a horas, ou a alguma reunião em que as horas marcadas são meramente indicativas do espaço temporal em que podemos chegar ao destino. Dever-se-iam marcar as reuniões não para as 10h, ou 11h, mas sim entre as 10h e as 12h e ninguém ficava à espera eternamente, como acontece.
Voltando ao trânsito, temos os automóveis ligeiros, os candongueiros, os gira-bairros, as motas, os autocarros, os camiões e mais uns quantos militares que não sei o nome. Todos misturados em estradas repletas de crateras, provoca uma situação caótica mas digna de bailarinas profissionais!
As crateras na estrada tanto desaparecem com o alcatrão chinês, como reaparecem quando chove... é um alcatrão especial e mágico.
Mas o salve-se quem puder impera e temos de sobreviver fazendo o mesmo que todos os que conduzem por cá... senão temos acidentes!
Mas, quem "aprende" a conduzir cá, safa-se em qualquer outro país do Mundo... ou não! Já o meu irmão diz que a Índia é pior. Ver para crer. Enquanto isso, eu vou continuar a apanhar umas multas valentes em Portugal, porque conduzir assim no meu país dá direito a penalização.



Ass.: Dora Sintra.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Fim de Dia em Luanda

No Verão, os finais de dia em Luanda marcam-me sempre pelas cores que vejo no céu.
Impressionantes vermelhos alaranjados misturados com o azul natural de um céu limpo de nuvens... quando está limpo...
Depois de mais um dia de trabalho psicologicamente cansativo, nada como olhar para o pôr do sol e fumar um cigarrinho. 
A caminho de casa escurece depressa e ainda dá tempo para admirar a Lua Cheia.
Mais um dia se passou...



Ass.: Dora Sintra.